Sejam bem vindos a uma grande viagem

Quer viajar comigo pelo mundo? Então venha!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


Santorini - Grécia

Amanheci em Santorini, depois de uma noite mal dormida no Ferry. É impossível dormir decentemente naquelas poltronas, achei mais desconfortável do que as dos ônibus que me levavam a Senador Firmino nas férias de Fim de ano. Mas enfim, foi melhor que o Deck que fiquei na ida para Rodes.

Minhas viagem pelas ilhas Gregas tinha o seguinte Destino. Passei 14 horas no primeiro Ferry para chegar em uma das últimas ilhas Gregas, Rodes, e depois voltaria parando em algumas ilhas que escolhi pelo Caminho, que seria desta Forma.

Rodes – Santorini – Mikonos e Athenas.

Foi de fato uma boa opção.

Santorini, na minha opinião foi a ilha com menos estrutura e mais caras que fiquei. Após descer no porto, fomos encaminhados para ficar pegar o Ônibus que levaria até Fira, a capital. De lá cada um Escolheria para onde iria. Ticket de 3 euros, para um curto percurso.
A dica é, escolha um Hotel em fira, pois os custos serão menores e o acesso será mais tranqüilo para os outros lugares.

O Meu Hotel ficava em Perissa, uma das praias de Santorini na ponta norte da cidade. Para começar o Dia o Motorista também não entendeu o endereço enviado pelo Hotel:
Hotel Elafsina, que colocou o nome dos dois bairros.
Resultado, fui para na praia de Perissa, no ponto final do Bus.

Ao descer fui pedir informações, e já começa o jeito Ivone de Ser. Mala caindo, tropeçando na escada, e fazendo amizade com o dono da lanchonete. O grego era muito simpático também e fez de tudo para me ajudar. Tentou ligar para o Hotel, e nada, depois me ofereceu um suco e cadeira para esperar o próximo ônibus. Depois de 20 minutos de espera, pensei e falei com ele.
Eu teria que pegar o ônibus e pagar novamente, para ir até o hotel, depois voltar para essa praia, pois é a única daqui, e depois voltar para o hotel novamente (como o bilhete não é diário, o custo seria desnecessário), Pedi um lugar para deixar a mala e ele com sua grande simpatia e sorriso largo, encontrou um lugar seguro.

Minha opinião sobre os gregos mudou novamente, os gregos da área de comercio/ vendas aos turistas, são uma simpatia, pois em todos os lugares eles faziam tudo para nos ajudar e agradar.
O Moço só sábia rir. Cada vez que minha mala caia novamente no chão, de tão cheia a coitada não tinha equilíbrio.
Coloquei o biquíni e fui curtir a praia de Santorini, afinal ainda eram 9 horas da manhã.

As areais Negras de Perissa, nada me agradaram. A areia gruda na pele, porque é um pouco mais grossa e nos deixa com aspecto de sujos o tempo todo.
Depois de cansar do sol, fui tentar a sorte na água.
Geladaaaa! Definitivamente essa não dá para agüentar, e olha que mergulhei de cabeça e fiquei um bom tempo lá, mas se ficasse mais um pouco eu morrer de hipotermia. Sequei-me com o sol em cima de uma pedra, para não encostar-me à areia negra novamente, e de lá decidi almoçar e depois ir para o Hotel.

A tarde depois de chegar ao Hotel, e conseguir entrar no meu quarto, a custo de uma difícil conversa do dono que não sábia nada de inglês, e fazia mímica para nossa comunicação, esse sim, grosso e sem nenhuma paciência. Me arrumei e fui conhecer Fira, a famosa capital do por do sol mais lindo do mundo.

As ruazinhas de Fira no alto do penhasco são definitivamente lindas, tudo branco e limpo, lojinhas de tudo que você precisar, e o tempo inteiro uma vista maravilhosa para o mar e o Vulcão de Palea e Nea Kameni.
O Sol tosta a nossa pele, e todos possuem um semblante de felicidade no rosto, acho que muito aqui estão realizando o sonho de conhecer as ilhas gregas.
Casais em clima de romantismo, de mãos dadas, e troca de carinhos me faziam ter inveja, lá estava eu novamente sozinha. Mas enfim, sozinha ou acompanhada eu decidi curtir tudo aquilo igual a eles.
Cruzei com brasileiros, portugueses, italianos, e outras tantas línguas nas ruelas de Santorini.

Uma coisa muito interessante aqui é o meio de transporte, as mulas e burrinhos servem como locomoção para ligar a parte baixa da cidade a parte alta, e as pessoas pagam caro para tirar uma foto e dizer que fez o percusso no lombo das mulas.
Enfim, eu já conheço esse gosto, então não desejei andar no lombo do burro, pois nem confortavel isso é.

Puder ver algumas igrejas de cúpula azul, tão famosas no cartão postal de Santorini, mas não são tantas em Fira, dizem que a maioria está em Oia, o outro bairro de Santorini. Como eu Só tinha uma tarde, decidi ficar ali mesmo.

A vista de Santorini é mesmo belíssima, Do alto a impressão é que é um pouco seca mesmo, mas isso porque agora é Verão, e o nível de chuvas é muito baixo, praticamente não chove nesta época. Mas ver tudo branco, uma beleza grega é fascinante.

O espetáculo do por do sol.

O Por do sol é maravilhoso, quando o céu começou a ganhar os tons laranja as pessoas começaram a procurar lugares para se aconchegar e esperar o cair da noite. Casais em sua maioria iam para restaurantes com vista para o pôr do sol no mar, outros apenas sentavam juntos no parapeito que rodeia a cidade no alto e admiravam a beleza que era tudo aquilo. A bola de fogo tocando as pedras de trás do vulcão num colorido maravilhoso no céu, ao som de uma linda música indiana, acho eu, que tocava num restaurante abaixo do local onde eu estava.
Quando o sol enfim sumiu todos bateram palmas, e tudo isso foi lindo.
Jantei lanches gregos e depois de uma caminhada pelo centro da capital fui para o Hotel.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cidade medieval

Praia de Rodes

Rodes – Rhodes

A Ilha de Rodes era um importante centro econômico da Grécia antiga. Historicamente é mais famosa por ter abrigado uma das Sete Maravilhas do mundo antigo: o Colosso de Rodes. Era uma estátua colossal do deus do sol Hélio (Mercúrio dos romanos) feita de ferro e bronze pelo escultor Chares de Lindus e instalada na entrada do porto de Mandráki, em Rodes. Diz-se que a estátua tinha cerca de 32 m de altura. Levou 12 anos para ser construída (cerca de 294 a 282 a.C.). Um terremoto ocorrido entre 225 e 226 a.C. derrubou a estátua que permaneceu no local até 654, quando os árabes a quebraram em pedaços para vender o metal.

A chegada na ilha foi as 8 da manhã, com um lindo nascer do sol que vinha de trás das montanhas.
O Barco estava coberto com o orvalho do mar grego. Muitos, ainda sonolentos, saíram de suas cabines e assentos para brindar o novo dia.

Assim fui eu, aquele sol que nascia com seu brilho ofuscante com poucas nuvens o escondendo também ofuscava meus olhos.

Desci no porto de Rodes e segui o fluxo. Pegamos um ônibus do porto (free) que leva até os pontos de ônibus, que levam todos para o centro da cidade; esse custa 1,00 euro.
Mas o percurso é muito curto, cerca de 5 a 10 minutos, não me recordo mais.

A entrada da cidade já muito me agradou, está rodeada por muros da cidade velha e um castelo ao centro.
A primeira coisa a fazer era achar o Hotel e me livrar das malas, então lá fui eu.

Perguntava para todos no caminho como chegar ao hotel, só possuía o nome da rua e nenhuma idéia de como chegar nesta. Minha sorte foi o inglês, pois na Grécia encontra-se muitas pessoas que conhece o mínimo de inglês para comunicação com turistas. E Enfim consegui chegar ao Hotel, ainda tomar café da manhã, por sinal maravilhoso.

O Hotel que fiquei foi o Amaryllis, a 5 minutos andando da praia. Recomendo a todos que desejarem ficar na cidade, pois é confortável, limpo, possui funcionários muito simpáticos, um café da manhã maravilhoso, está situado numa rua movimentada com muitos bares e lojinhas e é próximo da praia.

Depois de tomar um maravilhoso banho relaxante estava pronta para curtir as famosas praias gregas com seu mar azul turquesa e seu sol escaldante.
E lá vamos nós.

Adorei a primeira vista do mar, realmente é o que falam sobre a cor azul. Já curtiam aquele sol algumas dezenas de pessoas, mas não estava tão cheia essa parte da praia. E a maioria das mulheres faziam topless, primeira vez que via isso, mas era uma coisa tão natural que quase fiz também, só precisava de mais uns dias para me acostumar com a idéia..rs.

Uma coisa que incomodou um pouco nesta praia foram as pedras, a areia vem recheada delas e portanto precisa-se de uma esteira para ficar confortável sob o sol por um longo dia.

Mas enfim, passei uma tarde longa lá, admirando o som do mar, as cores maravilhosas o silêncio daquela praia, não havia crianças, portanto os jovens e os mais velhos que lá estavam, dormiam ou apenas se bronzeavam.

Depois de um tempo curtindo o sol decidi curtir a água também. A entrada nunca é fácil para mim, sempre gelada, preciso de um tempo para me acostumar, mas certa vez li num livro, “Brida, de Paulo Coelho”, que nunca podemos dar uma opinião completa sobre algo da qual não mergulhamos de cabeça para descobrir, e sobre a água do mar sempre penso assim. Quando coloco meus pés e digo para mim mesma que está muito fria e quero voltar para a areia, rebato para meus pensamentos: - Você ainda não mergulhou de cabeça, como pode saber se água realmente não está boa.
Então ganhei coragem e mergulhei de corpo inteiro.
E a água estava maravilhosa, e de lá não mais queria sair.
Infelizmente ainda não aprendi a nadar, então ficava pulando as ondas, que forte viam me derrubar a todo o momento.

Curioso sempre vai longe, e eu também fui. Senti um buraco no fundo da água e a curiosidade para descobrir o que tinha dentro me fez, estupidademente, enfiar o pé para descobrir o que tinha dentro, mesmo sem poder enxergar nada lá embaixo. Resultado, uma picada, aparentemente de um caranguejo, que fez até meu pé sangrar e acabar com a graça da água.
Sair da água agora mancando não foi tão simples, as ondas me derrubavam a todo o momento e não tive outra maneira se não de rir de mim mesma, e depois que consegui chegar na minha toalha admirar o mar e pensar no porque da idéia enfiar o pé em buraco dentro da água, onde não tinha idéia do que poderia encontrar.
Depois de ganhar aquele bronze (por falta de protetor solar é claro), fui conhecer a cidade.

Fiz a caminhada pela orla das praias que seguiam depois da que eu estava. Uma mais linda que a outra, com guarda-sóis azuis e brancos.

O Centro da cidade era realmente histórico, o clima era agradável. Eu realmente acredito que o sol torna as pessoas mais felizes, pois como era diferente da Irlanda no Inverno. Comprei minhas lembrancinhas e visitei alguns pontos turísticos como o porto de Mandraki e igrejas.

A noite fui jantar num restaurante grego, e pedi o famoso Gyros no prato. É o Churrasco grego no prato acompanhado de salada, fritas, um molho especial com ervas e pão sírio. Depois uvas, muitas uvas por cortesia do Chef. Voltei para o Hotel, pois no dia seguinte iria conhecer a cidade de Lindos.

Lindos é uma cidade praiana de Rodes a 1 hora do centro, o nome já diz tudo, é pequena, mas linda.
Me acomodei em uma das camas de praia, e lá fiquei por horas. Não é de graça, mas pela minha simpatia custou apenas 3 Euros. Envolta de mim, a maioria das pessoas eram Italianas. Cruzei com duas brasileiras que faziam um cruzeiro, mas nem puderam ficar muito porque o navio partiria em pouco tempo.
Relaxei e permaneci o dia todo na linda praia. A noite voltei para o Hotel e fui jantar.

Depois do jantar fui até um Bar/Restaurante chamado Therme, um lugar lindo, com várias fontes iluminadas, telões com vídeos e shows de luzes, e uma dupla Tocando e cantando. O Estilo parecia Folk, acho que cantavam também em grego, que lembra o sotaque italiano. Entretanto era um som agradabilíssimo, e de lá não mais queria sair. Curti até eles terminarem e agradecerem a presença.

Lá fui eu novamente sozinha com meus pensamentos voltar para o Hotel. Já próximo cruzei com um cartaz com uma lista de coquetéis e fotos dos mesmos. Fiquei fascinada com o charme deles e parei para ler os ingredientes de cada um, então fui abordada pelo garçom, tipicamente grego, convidando para entrar e experimentar um dos drinks. Eu decididamente não queria beber nada aquela noite, e foi o que falei a ele, talvez amanhã eu pudesse voltar. Mas então venho a proposta irresistível: - Então faremos assim, vc entra hoje experimenta um drink por conta do bar e se gostar amanhã volta e paga o seu.
De graça, lá fomos nós. Ele me deu o cardápio para escolher, e não sabia o que era melhor. Nomes exóticos e fotos lindas. Definitivamente, eu nunca bebi um coquetel, portanto não sei o que escolher. O gentil Garçom, então, escolheu um e trouxe.
Velas faiscante, frutas e cores quentes. Era linda, e o nome exótico quanto, Sex on the Beach. O teor de vodca era alto, então meu sorriso não quis mais sair dos lábios.
Na mesa ao lado uma austríaca com dois senhores gregos, que depois de alguns minutos puxou papo comigo e então começamos a nossa amizade. Melanie, era o nome dela, uma simpatia de pessoa, e depois ela já insistiu para pagar o Segundo coquetel, e depois o amigo grego já queria o terceiro. Definitivamente, era impossível três coquetéis, eu não conseguiria chegar ao meu hotel com minhas próprias pernas, e então desperdicei aquela belezura de Cosmopolita. E marcamos de nos encontrar no dia seguinte para conhecer o centro histórico. Dormi como um anjo após 2 coquetéis.

Castelo de Rodes, a cidade medieval é rodeada por muros e dentro uma nova vila recheada de restaurantes típicos e lojas de tudo o que vc puder imaginar.
Na praia ficam centenas de barcos-loja, que vendem conchas e coisas do mar, belezas sem tamanho.

Fomos para a praia novamente e depois de curtir mais um lindo dia de sol, marcamos de nos encontrar para jantar no Nikos Sea Food, recomendado pelo garçom. Melanie, Verena e eu. Elas eram muito engraçadas, como ri com elas. Depois de horas esperando nosso jantar, a minha horrível salada grega não me satisfez, pois possuía muito de uma folha amarga que nada me agradou. A noite conhecer uma outra rua recheada de bares típicos da Grécia. Então descobri, todos os garçons estão recomendados a convidar os clientes e oferecer o primeiro drinque gratuito, em alguns o segundo é que o Free. Mas enfim, um lugar muito agradável e alegre também, tudo ao estilo mais informal possível. Depois voltamos para o bar dos amigos gregos, tomamos o último drink e elas me acompanharam ata próximo do porto, quase 40 minutos de caminhada desde o Hotel. O meu Ferry deixaria o porto 24 horas, e eu passaria a noite dentro dele.
Assim acabou minha estádia em Rodes, a cidade medieval.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Viagem no návio

Quase perco o Navio.

Então descobri que lá, possuía uma cabine com ar condicionado para abrigar os passageiros que aguardavam a partida do navio.
Esperei cerca de meia hora e não vi nenhum navio chegar, o meu sairia em 30 minutos, já devia estar ali para que todos os carros, caminhões e as centenas de pessoas subissem. Fui perguntar a alguém onde estava o navio, e ao mostrar meu ticket, descobri que estava no portão errado, e que tinha que pegar um ônibus até meu portão, pois não era tão perto.
Quase morro do coração, era só o que faltava depois de tudo isso, de tanta espera ainda perder o bendito navio.
Corri, e vi uma turma gigante parada, perguntei, mas todos estavam meio perdido também. Paguei para ver e entrei no Ônibus.
Me senti na marginal pinheiros em horário de pico tentando entrar no ônibus sentido terminal Bandeira, disputando uma vaga com outras centenas de pessoas. Era a mesma cena, todos atrasados e desesperados.

Eu consegui a minha vaga, (o que não são alguns anos de experiência em São Paulo com seu trânsito caótico e seu transporte público precário) e não tirei os olhos do relógio.

Cheguei faltando 10 minutos para a partida do Navio. Fui praticamente a última pessoa a entrar, pois a multidão do bus era para outro navio, acho que eu era realmente a mais atrasada.

Vagas, nenhuma, acho até que comprei um ticket sem assento!

Depois de rodar a procura de um lugar para sossegar o espírito, achei uma vaga no Deck.

Comecei admirando o mar, o desenho que o navio fazia na água, o céu azulado, as pessoas animadas e felizes, e adormeci na mesa.

Eu realmente precisava daquele cochilo.

Depois de cerca de uma hora, cansei do calor abafado do deck e fui procurar um lugar dentro do navio.
Lugar luxuoso, com cinema, restaurantes, cafés, e tudo o que podia imaginar. A ultima parada seria Rodos, a minha ilha. OU seja longa viagem.
Todos os lugares decentes ocupados.
Que lástima.

Então avistei um mini cinema para crianças, na verdade uma sala de Tv sem cadeiras.
Lá estava um rapaz sentado entre 3 crianças, assistindo Happy Feet. Foi o único lugar menos disputado e mais disponível dentro do navio.
Entrei e sentei. Ainda bem que gosto de desenhos também.

Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.

Mais tarde o Grego, descobri que ele era grego, começou um bate papo comigo, em inglês é claro. Kostas, esse era o nome no rapaz de 22 anos.

Foi uma sorte conhecê-lo, a viagem passou até mais depressa. Conversamos sobre uma porção de coisas trocamos algumas experiências de viagens e de vida.Lá pelas uma da manhã eu resolvi dar boa noite e me ajeitar no canto da parede.
Vida de pobre não tem jeito, pagando mais barato não pode nem escolher mesmo. O chão era mais confortável que aquela cadeira, e foi por isso que depois de uma hora e optei por me aconchegar naquele pequeno quadrado do cinema, com três lances, como escada, fiquei em um, o grego em outra e uma moça na outra.

Aquele era um bom lugar, por que vi outros tantos mochileiros passando por ali, possivelmente a procura de um lugar para dormir também, e com os olhos até brilhando por já estar ocupado.
Só nos faltou um colchonete mesmo, um bom mochileiro sempre carrega o seu.

Mas como nem tudo é perfeito. Lá pelas 3 da madruga, o frio fui aumentado, e acordei com dor nas costas e o corpo arrepiado. Fui em busca de um novo lugar, e achei alguns bancos vazios, estes como os de ônibus de rodoviária. Como o Navio passa por várias ilhas, vai ficando vazio alguns assentos. Em solidariedade convidei o Grego para sair do chão também, mas depois me arrependi.

O lugar era bom, tinha até tevê. Mas o Grego dormiu rápido novamente, e agora de mal jeito. O menino roncava tanto, mas tanto, que até os outros passageiros que sentavam em volta trocaram de lugar. E eu, não dormi mais.
Ele desceu uma ilha antes de mim, isso quase duas horas antes também. Descansei um pouco..rs.
Mas o que valeu foi a conversa e um pouco da cultura grega que adquiri.
Kalimera – Bom dia em grego!

Athenas, primeira parada.

A vista da Grécia do ar me espantou logo de inicio, depois do maravilhoso mar azul turquesa, Athenas foi surgindo numa paisagem seca, acinzentada e vazia. Nossa, mas seria isto a maravilhosa Grécia que todos falam???

Cheguei no aeroporto e fui procurar o centro de informações, primeira parada de qualquer turista perdido.
Lá estava um grupo de brasileiros que moravam em Londres, participei das explicações da Senhorita do balcão, e logo me apresentei como brasileira tbem, uma tentativa de fazer amizades, mas acho que o grupo já era grande suficiente, nem me deram muita bola, mulheres...sempre se acham a ultima coca cola do deserto, acho que não queriam competição no grupo, afinal eram 5 mulheres e um rapaz..rsrs. Receberam a informação e foram embora, sem se quer desejar boa viagem, mesmo me vendo sozinha.
Pois após pegar a informação cheguei primeiro no local de compra de ticket para o bus e as encontrei novamente, e dessa vez vieram pedir informação sobre qual Bus pegar. Eu dei a informação e achei que desta vez iam ser mais educadas. Entrei no bus e fomos juntos até Athenas. Sem manifestações novamente.

No Bus.
Eu confundi o sotaque grego com o italiano, pois estes possuem os mesmo trejeitos e jeito italiano de conversar. Lá também encontrei três alemães.

Chegando no porto de Athenas tentei me enturmar novamente, mas não tive nenhuma reciprocidade, desisti. Tentei falar com os alemães, mas estes queriam saber é de uma Beer – A famosa Breja, ou cerveja gelada.

Porto de Athenas – Piraeus

No porto decidi fazer minha caminhada sozinha. Em busca agora do meus tickets para os ferrys que me levariam para todas as ilhas gregas que eu desejava conhecer.
Dura tarefa, pois naquele dia não havia mais nenhuma vaga dentro do Gigante ferry que levaria para as ilhas, super lotação.
Todos os lugares diziam a mesma coisa. Fechado, sem vagas, espere amanhã.

Fiquei triste! Agora lascou-se! Eu não tenho hotel reservado para ficar aqui, e a primeira ilha que desejo ir fica a 14 horas de ferry de distância, portanto o melhor Ferry seria o que saia as 19 horas e chega amanhã as 8 em Rodhes.
Um velho, ao estilo velho do mar do filmes, me perguntou se eu estava sem tickets porque alguém podia me ajudar, só pediu para segui-lo com o pouco inglês que tinha, fui meio desconfiada, mas com um passo largo de distância, caso necessário dava para correr..rsrs
Chegamos a uma agência de viagens, como as centenas que havia ali. O Velho do mar me apresentou para o dono da agência e voltou para a porta, para continuar como o promoter dos tickets de Ferry, da porta ele parava todos com cara de perdido e perguntava sem já tinham tickets.
O Grego da agência, continuo fumar seu grande cigarro fedido e com total falta de atenção me perguntou quais as datas que desejava, e repetiu o quê todos já tinham dito.
Lotado. Não temos vaga.
Tentou me vender uma passagem de 95 euros (a outra custava 53 euros).

A dica é: Mesmo que todos digam não temos mais vaga, diga a eles: - Tudo bem eu vou esperar aqui alguém cancelar, afinal são milhares de assentos reservados on line, e nem todos realmente comparecem, portanto a probabilidade de alguém desistir é muito grande.

Pois foi o que fiz: Eram 2 da tarde. Depois de ouvir o Grego mal educado, sem nenhuma noção de atendimento ao consumidor, como no Brasil, pensei em ir para outra agência, mas antes descansar um pouco e comer meu lanche, que já havia dormido uma noite na bolsa.
Eu disse: - Vc acha que alguém pode desistir até as 7 da noite (Horário da próxima partida).
O Grego disse: - Não sei. Se quiser esperar, sente-se e aguarde.

O Calor de Athenas era o maior que havia sentido nos últimos 2 anos, e do lado de fora estava quase insuportável, com ajuda do cansaço tirei o All star e fui comer meu lanche sentado na cadeira no fundo da agência.

Depois de 10 minutos o grego me chama e diz:
- Achei uma passagem, vc quer?
A felicidade pulou do meus olhos, e ainda de boca cheia tentei falar com ele para agradecer.
Ele disse: - Vc está feliz agora não é?
- Mas é claro! Contei a história toda para ele, das minha programações e que não desistiria.
O Grego deve ter fumado um maço de cigarros naqueles últimos 40 minutos.
Então eu disse: - Agora Vc pode comprar os outros tickets até o fim da viagem.
Terminei meu lanche e ainda enchi minha garrafa de água com água do filtro dele, rs (economia nos mínimos detalhes..rs).

O Porto de Athenas até parece a região do largo Treze de Maio em São Paulo. Muitos carros, poluição no ar, ambulantes pelas ruas com milhares de coisas para vender, centenas de camelôs com cópias de griffes famosas, crianças pedindo esmolas, outras vendendo bala, outras limpando vidro de carros, muita sujeira espalhada pelas ruas e tudo isso sob um calor de cerca de 30 graus.
O lugar mais fresco e gratuito que encontrei foi a estação de trem, que ficava em frente ao porto. Depois de uma volta e um Sorvete de creme decidi estacionar meu corpo lá.
Afinal seriam quase 4 horas de espera, e segundo o dono da agência não daria tempo de ir até o centro e conhecer algum lugar interessante de Athenas.
Nessa altura do campeonato já tinha guardado tênis na bolsa, colocado um chinelo e transformado a calça uma corsário.

Meu livro de viagem foi o “ Pode crer”, de um autor brasileiro que aborda os anos 80 numa história que virou filme no último ano.
E lá se foram muitas horas.
Muitos trens chegaram e saíram, até que passei a ser uma figura suspeita na estação e uma das guardas veio me interrogar. Explicada a situação, continuei no mesmo lugar até decidir ir para o porto.

Noite no aeroporto

A noite não foi bem dormida, para variar. Entre algumas cadeiras de ferro me aconcheguei próximo do local onde faria o próximo checkin para Athenas. Ali próximo já faziam a meia noite outros jovens mochileiros e um senhor que teimava em dormir atirado nas cadeiras ou no chão como alguns, mas pescava dezenas de peixes sentado, com as mãos presas as malas.
Não pensei duas vezes, fiz minha bolsa de mão de travesseiro, tirei o velho all star para relaxar o poderoso pé, joguei o cachecol preto sobre os olhos para disfarçar a claridade do local, e também eu fui para o segundo sono.
Entre muitas viradas de desconforto despertou meu celular para seguir o caminho.
Kit higiene usado, parti para o checkin.
Coisa rápida, nada melhor que fazer o checkin on line. Fui para meu portão esperar meu avião.

Eu já estava exausta, depois de entrar no avião só queria descansar, e todo o povo que ali embarcava também já em clima de férias na praia.

Um sorriso sincero pode salvar uma pessoa.

Essas foram palavras da Natacha, a garota novayorquina. Então ela me perguntou também se havia algo errado com ela, porque todos a olhavam estranho, não chegavam perto, fechavam a cara quando ela olha, e se mostravam muito sérios. Que toda a aquela situação estava a deixando mal, deprimida. As pessoas a estavam desprezando sem se quer a conhecer. Tentei explicar que os europeus são de fatos mais frios que o povo do resto do mundo, e nisso descobri que ela vinha do Brasil, depois de alguns dias no Rio de Janeiro curtindo muita praia. Ela tinha muitos elogios a o nosso país, pelo povo, comida e alegria que a recebeu, tinha até um par de havaianas na bolsa para dar de presente. O Nigeriano sentou-se ao lado dela no avião, daí nasceu a conversa deles.
Ela me convidou para encontrar um amigo Londrino que a esperava na estação, e depois voltar, pois também iria pegar outro vôo para a Turquia, ela estava realizando o sonho de viajar pelo mundo, havia conhecido alguns paises da América do sul e agora europa.
Eu expliquei que as vezes o estilo mochileiro afasta algumas pessoas mais preconceituosas, porque somos visto como loucos viajantes que não se preocupam com nada. Mais um milhão de vezes ela me agradeceu por ter dado atenção pelo meu sorriso. Salvei a noite dela. Nessa conversa ficamos até depois ir comprar uma batatas inglesas, ela trocar alguns pounds, e o Nigeriano me convidar para conhecer a noite em Londres, sei... ele queria mesmo ser meu guia e me levar para sabe-se lá onde. Ela também agradeceu a companhia dele, o Josué, um psiquiatra que trabalha e vive em londres há muitos anos, simpatias a parte, cada um foi para seu canto e assim acabou o encontro com os distintos cidadãos do mundo. Obs. O Josué ganhou a havaina brasileira da Natacha porque ela comprou um numero maior que o próprio pé.

Grécia uma fantástica viagem

No avião

Ainda no aeroporto de Dublin esperei um bom tempo, pois desta vez cheguei cedo e o checkin atrasou o início do embarque. Na grande espera algumas pessoas que ali também esperavam a sua vez de embarque me chamaram a atenção, mal sabia eu que mais tarde meu caminho se cruzaria com o deles.
O primeiro foi um africano da Nigéria que sentou-se ao lado da esteira rolante, quase no chão, mesmo com tantas cadeiras sobrando em volta. Era uma figura destoante porque praticamente todos a nossa volta eram loiros de olhos claros. Ele conversava com seus pensamentos. A Segunda foi uma Americana de Nova York, com um estilo totalmente mochileira alternativa recém chegada de algum país subdesenvolvido. Possuía os cabelos presos no alto da cabeça com uma grande faixa de pano ao estilo africano e roupas no melhor estilo Hippy, e foi exatamente isso que mais chamou a minha atenção. Também está escolheu o chão, longe de todos para esperar sua vez.
Depois, foram os três italianos que entraram na fila na minha frente. O que me chamou atenção foi somente o sotaque maravilhoso que até parece música para meus ouvidos, e por entender alguma coisa se fez a minha graça. Os três comentando das grossas pernas da Irlandesa (esta totalmente bronzeada artificialmente com maquiagens de Dublin...já desbotadas..rsrs por lavagens) que usava um micro short que casavam um maravilhoso estilo de Dama da noite no Brasil com os saltos altos e uma mini blusa. O quintento ficou completo quando a amiga da irlandesa, totalmente discreta com suas roupas negras ao estilo Gótica e sem nem atrativo físico, chegou e apontou os garotos que olhavam de rabo de olho para elas, isso num rápido momento que os garotos se viraram para fazer alguma coisa. O máximo de tudo isso era ser a platéia, e, portanto estar fora do pequeno teatro e poder ver tudo sem ser notada. Depois eles trocaram alguns sorrisos e uma pequena azaração, mas não saiu disso.

Depois que entrei no avião, admirei a maravilhosa vista do alto, e o por do sol visto do avião decidi escrever sobre a Irlanda e o que gosto aqui. Saiu uma poesia, mas depois eu reescrevo para lhes apresenta-la.

Mas o encontro se fez quando cheguei no aeroporto de Londres, o Gatwick, e a Moça de nova york estava na minha frente no caminho para pegar as malas após a chegada.
Lá ia eu com meus pensamentos nas nuvens, sozinha, pensando sobre mil e uma coisas e agradecendo a Deus mais uma vez pelo tranqüilo pouso, ata a moça pedir desculpas por estar devagar e abrir passagem para que eu ultrapassasse-a. Eu disse que estava tudo bem, sorri e continuei o caminho, mas eu nem queria ultrapassar, só estava num passo mais rápido provavelmente.
Mais a frente, ela se aproximou novamente, ao lado daquele Nigeriano e mais uma vez pediu desculpas, e perguntou-me se eu realmente não me importava por ela estar indo devagar na minha frente.
E foi assim que começou nossa conversa, eu sorridente dizendo que estava tudo bem e explicando que não estava com pressa nenhuma, pois meu próximo vôo seria somente as 6 da manhã, 7 horas depois, e com isso ela começou a me agradecer pela simpatia, por ter falado com ela, ter dado atenção, por ter lhe dado um sorriso.

quinta-feira, 23 de julho de 2009


Veneza - No Som da Gaita -



A volta para casa foi divertida. Fomos seguindo as pessoas, sem rumo agora. A neve já cobria as ruas e consequentemente nossos pés. Um jovem desatou a tocar sua gaita, ao melhor estilo, mochileiro – E então lembrei de um amigo da época da faculdade, o Rafael, que um disse me disse o porque de seu desejo de aprender a tocar gaita. - Se um dia eu for preso, ao menos eu já posso me distrair tocando gaita.
O clima ficou cinemátográfico, a gaita tocando e uma porção de jovens seguindo – como o flautista de Hamellin, naquele conto de fadas dos irmãos grimm, alguns batendo palmas, outros cantando um blues, e foi eu quem decidiu seguir o grupo, dei a desculpa para as meninas que o melhor era seguir um grupo grande, porque se nos perdessemos ao menos não estariamos sozinhas, mas na verdade eu só queria ficar no meio daquele grupo animado e virar amiga daqueles jovens aventureiros na noite de ano novo. E assim fomos.
Passamos pelas mesmas ruas do dia, mas totalmente modificadas com a neve. Gastamos quase 2 horas caminhado até chegar na estação de onibus. E lá tinha um Onibus que levava até proximo de onde era nosso Hotel, depois seriam 30 minutos andando até chegar.
Pegamos o onibus e no meio do percurso minha maravilhosa tia Nilza lembrou de me ligar e desejar feliz ano novo, já era duas da manhã, mas fiquei tão feliz de falar com ela e ser lembrada nessa hora de festa deles no brasil. Ganhei a noite.

Aquela caminhada foi difícil. A neve já não tinha mais tanta graça, cerca de 20 centimentros no chão dificultava nossa caminhada, e minha bota de pano já estava encharcada e meus pés congelando. E nevasca, uma chuva de neve que não parava nunca.
NO meio do caminho a Dayse resolveu parar para tirar fotos, e perdeu a luva branca no meio da neve e não conseguiu encontrar mais.

Chegamos no Hotel, tomamos um banho bem quente, colocamos as roupas no aquecedor do quarto e fomos dormir.

NO dia seguinte um lindo sol nasceu no céu e anunciava – agora vou derreter toda essa neve.
O lado de fora estava lindo de se ver. Todo Branco. Crianças faziam bolas e bonecos de neve.
Ao pagar a conta a surpresa, os maravilhosos cafés da manhã não estavam inclusos, e então o acrécimo de 15 euros na conta! Me senti como o episódio do chapolim colorado onde a Dona Florinda e o Quiko querem sair pelos fundos para não pagar a exorbitante conta que não foi avisada antes. Mas fazer o quê. Pagamos e fomos.
E assim em direção a estação de trem rumo a Milão.

Até a próxima!!

Beijos queridos tripulantes..e desculpem os erros de digitação que com certeza irão encontrar...farei as correções para o livro..rsrs Diário da Viajante.

Virada de Ano em veneza



A noite do dia 31 de dezembro essa linda praça recebeu cerca de 200 mil pessoas para a grande festa de virada de ano entitulada de Virada do Amor, ou Love 2009, uma noite para se beijar muito era o que se era sugerido.

Um lindo palco montado, muitos corações e bocas, balões. E um frio estarrecedor.No palco uma cantora cantou “Madalena” do Ivan Lins, e os brazucas (como são chamados os brazileiros que moram fora) foram ao delírio. Meia noite comecou a nevar na cidade e não parou mais.
A neve fez a festa de muita gente pois linda e branca enfeitou tudo rapidamente. Um pouco depois da meia noite começou a queima de fogos no mar. Coisa mais linda daquele estilo ainda não tinha visto na minha vida. Desenhos de várias cores se faziam no céu de Veneza e tudo isso durou cerca de 20 minutos. Foi uma linda queima de fogos para brindar o novo ano, com 2 horas na frente do Brasil. A prefeitura da cidade distribuiu champanhei para a população, tudo na faixa, dezenas de garçons com bandejas ofereciam as pequenas taças com um delicioso Champanhe.
Depois das felicitações do novo ano, eu senti saudades de casa e de toda a minha família.
Era o primeiro ano novo longe de todos e por isso veio o baixo astral, aproveitei que a Dayse e Jamile não bebem nada e pedi que cada uma pegasse uma taça para mim. Afogar as mágoas num copo de chamapanhe..rsrs Essa foi a solução. Eu senti uma vontade chorar, ou carência! NO meio de 200 mil pessoas e sozinha, aquilo foi a sensação mais deprê do ano. As duas me abraçaram, mas eu só lembrava das maravilhosas viradas de ano que passei no meio da minha enorme e família, onde todos estavam em festa juntos. Aquilo tudo não tinha graça para mim. Era turistas do mundo todo, muitos italianos, muitos brazileiros no meio, mas não proximos a nós, e cada um em sua festa individual. Não era como no Brasil, nas minhas festas de fim de ano seja no bairro sejam em outros lugares que fui onde todos iam se abraçar para desejar o feliz ano novo. Acho que eu senti falta disso. Obs. O alcool da champanhe não fez efeito nenhum. As meninas queriam voltar para casa, eu queria ficar até de manhã, já que estavamos lá, por mim aproveitavamos até o fim. Eu queria era conhecer gente nova falar com as pessoas, mas nada disso foi possível. Pegamos nosso caminho de casa, e a neve não deu mais trégua.

Veneza - A beleza da cidade



Após acordar e tomar um maravilhoso café da manhã no Hotel 3 estrelas (primeiro e último de toda a viagem..rsrs) chamado Ariston; que aliás foi um achado, pois fica fora do roteiro das ilhas de veneza, cerca de 30 minutos, e custou 30 Euros a diária. Compramos nosso ticket para onibus que vale uma viagem e custava E1,10.

Chegamos as famosas ilhas rodeadas de água.
A veneza de Casanova é sem sombra de dúvida lindíssima em seu charme do século passado, casas com varanda de diversas cores, muitas desbotadas e mal cuidadas pelo efeito do tempo e da humidade, flores nas janelas, roupas penduradas em becos de casas, ruas estreitas com pontes em todos os lados, e o charme de lindas gondôlas que cruzam o caminho o tempo todo para levar em especial a centena de turistas que sonhavam em andar de gondôlas das ruas de água de Veneza.
Nas ruas, cachorros, artistas de rua cantores com gaitas cantando a tradicional música italiana e então eu disse.
Sim, nós estamos em Veneza.
O mapa da cidade mais parece o conjunto de veias do corpo humano, uma enorme teia de aranha ligada por pontes, um labirinto onde todos os lugares acabam levando a todos os lugares.
Um dos grande pontos turisticos é a ponte Rio alto, que separa as duas grandes ilhas de veneza e possui dezenas de lojas.
Em todas as ruas-rios, há um simpático gondolês com seu carisma italiano oferencendo sua gondôla para um passeio nos principais pontos da ilha como a ponte rio alto e a porta de Marco polo. Um passeio de cerca de uma hora custa cerca 80 a 120 euros dependendo do ponto que vc encontrar o seu gondôles. Deixamos para fazer nosso passeio no final depois qua Jambo chegou e pegamos no ponto mais caro, ou seja próximo a ponte rio alto onde fica o porto e ponto de centenas de gondôlas. Mas com nosso jeitinho, e negociação de preços camaradas...afinal é caríssimo esse pequeno luxo de veneza. Conseguimos um passeio de 25 minuto por 60 euros, vinte para cada com direito a ouvir histórias sobre Veneza, seus ilustres moradores e como a profissão de gondôles passa de pai para filho desde que surgiu. Foi Um lindo passeio e valeu conhecer a veneza pelos seus canais.
Um casal de recem casados passou o dia todo desfilando de gondôla pelos rios, a noiva toda de branco e com um enorme casaco branco para aguentar o frio era o charme na gondola enfeitada especialmente para o evento.


A praça São marcos é magnifica em sua grandiosidade e beleza, com detalhes dourados em seus painéis que enfeitam a faxada da igreja de São Marcos, pinturas com passagens biblicas, e as torres com diversas estátuas de anjos e santos. A entrada é gratuita, porém para conhecer a cupula o preço era cerca de 8 euros. Eu fiquei satisfeita em conhecer a igreja e sua beleza por dentro e tirar fotos de sua linda fachada. As pombas faziam a festa de muitos turistas eram centenas e todos faziam diversas poses para fotos com as belas assanhadas que se vendiam por algumas migalhas de pão.

Passamos pela ponte do Suspiro, onde os presos passavam do tribunal de justiça direto para suas celas onde normalmente não viam mais a liberdade e dali só saiam mortos, o nome deve-se a isto: Era o último suspiro em liberdade dos condenados.

Um dia almoçamos lanches típicos dá Italia, outros Jantamos Pizza, outros almoçamos Lazanha que era realmente fabulosa, mas o pedaço minusculo por E10,90 além de nã satisfazer ainda fez desejar mais.
Comi uma deliciosa pizza margueritta proximo a praça de São Marcos que foi a melhor de todas, mas nem posso recomendar, pois não me lembro o endereço exato.

O por-do-sol de Veneza foi um dos mais belos que já presencie. Os tons alaranjados que cobriam o céu e davam um brilho diferente para o mar, as cupulas de igrejas ao fundo, o azul do céu misturando-se com o cinza da noite e o sol, lindo e majestoso como uma linda e gigante bola de fogo no céu sem raios, apenas o enorme circulo.

As máscaras venezianas são um show à parte; todos os tipos para todos os gostos. Lindas, encantam a todos e estão à venda em todas as esquinas seja pelos vendedores de rua seja em lojas mais chiques com trajes típicos e fantasias para os famosos carnavais da cidade. O preços variam, vc pode encontrar uma linda e simples mascára por 10 euros, ou até 8 e também encontrar algumas mais elaboradas e com jóias, plumas e paêtes por 300 euros. Mas a verdade é que todas elas conseguem encantar a qualquer um.
Entrei em uma famosa loja que fez mascáras para diversos filmes até mesmo de Hollyood a “ La bottega dei mascareri” criada em 1984.

As ruas de comércio um charme, o desejo é comprar um milhão de coisas, bolsas, chaveiros, mascaras, bonecos, e tantos outros souvenir. Extrapolei os custos em Veneza, agora teria que economizar em outra cidade.

Veneza - Confusão na estação – A chegada no Hotel




Chegamos em Veneza já era tarde, ínicio da noite. A Estação ficava longe do hotel que a Dayse bucou. O stress para achar nosso cantinho de descanso começou novamente.
As vezes viajar com alguém que pensa muito difetente de vc pode trazer muitas dores de cabeça, a minha companheira não era assim mas agora, tem sido muito difícil as viagens.
Nossa primeira dor de cabeça era saber para onde. Ela não sabia como chegar no lugar e não tinha nenhuma instrução precisa apenas o endereço na mão.
Como ela estava cheia da autoridade como quem sábia o que estava fazendo, deixei por conta dela e resolvi somente seguir o que ela decidisse. Ela perguntou a um senhor no ponto de ônibus se ele sabia informar qual Bus passava na região que ela desejava. O Senhor então começou a falar com seu sotaque italiano acrescentado de pinga ou o licor parecido. Ele explicava uma porção de coisas, então ela parou de dar atenção a ele (pois percebeu que estava bebado) e foi tentar perguntar a outra pessoa. A questão era, ninguém sabia informar nada. Então ficamos as duas com cara de tonta no ponto, eu no maximo do meu cassaço pela longa viagem e novamente o súplicio da minha mochila nas costas.
Tentando ajudar, resolvi dar atenção ao senhor, que se mostrava muito interessado em ajudar, mas deixava bem claro que não fala inglês (isso porque a Dayse só queria falar em inglês na itália, pois não entendia e nem conseguia soltar nada no italiano) eu ainda não tinha sacado que ele estava meio bebado, e mesmo os bebados sabem o que dizem - em sua maioria- peguei o papel com o endereço e mostrei a ele, pois ela só perguntava e ele não entendia direito, pensei, o melhor é mostrar logo onde realmente queremos chegar assim ele pode ajudar melhor se realmente puder.
Esse foi o stopim, ela tomou o papel da minha mão e disse para o senhor que já sabiamos para onde e saiu para outro ponto mais a frente. E então me deu o seguinte sermão:
- Vc não sabe que não pode mostrar o endereço de onde vc vai ficar para gente como aquele cara, tava bêbado e se fizesse algum mal ou perseguisse a gente?
( Aquele senhor não poderia fazer mal a ninguém, muito menos a duas pessoas como a gente, e foi ela que o escolheu para perguntar sobre o caminho). Eu só continuei a conversa porque ela o deixou falando sozinho e eu achei a maior falta de respeito, mesmo que para um bebado o que ela tinha feito não era muito certo ao meu ver.
Depois ela ficou tentando perguntar a outras pessoas que estavam tão perdidas quando nós. Eu disse para pegarmos o onibus e perguntar ao motorista e se o caso fosse pagar ao motorista ou explicar que eramos turistas e ninguém sabia informar nada, como deveriamos proceder. Não era tão longe dali então seria uma boa pelo menos sair e seguir a direção que o bebado disse que era a tal avenida.
Ela não quis fazer isso, pois primeiro tinhamos que comprar um bilhete. – Mas onde comprar o bilhete? Não sei? Ninguém sabe ali também!
Eu já estava com meu humor sem vista, pois tudo aquilo tudo para mim era o cumulo da cabeça dura. Eu sozinha já tinha resolvido tudo, mas tudo o que eu falava ela retrucava e não queria seguir, só o que ela decidia era correto. Tava começando a ficar difícil.
Então apenas sentei e disse, ok. Vc resolve da forma como achar melhor e me avisa que a seguirei. (Assim evitaria mais briga, a viagem estava na metade). Mas antes acho melhor perguntar ao taxista.
Assim ela fez depois de um tempo esperando para decidir que isso era o melhor. E ouviu dele que deviamos pegar o bus (aquele que o bebado indicou) e depois perguntar a ele o melhor caminho a seguir, pois ele também não sabia direito como chegar onde queriamos.

NO fim das contas ela decidiu fazer o mesmo que eu havia falado antes, mas quem decidiu foi ela, pegamos o bus e a motorista nos deixou um ponto para que assim pegassemos lá outros bus que nos deixaria perto do hotel, e pagamos a passagem dentro do bus mesmo.

Depois da longa discussão e confusão sobre como chegar no hotel, chegamos..rsr

Hotel Ariston. Bonita fachada, e um quarto maravilhoso reservado para três pessoas a Jamile chegaria um dia depois. Sobre a confusão, não comentamos mais o assunto.

domingo, 21 de junho de 2009

Slideshow de Verona

Lugares lindos em Verona




Após a sessão de fotos fomos visitar outros lugares como a grande Arena, que até lembra o Coliseu de Roma por fora, mas por dentro é só um espaço para shows como um campo de futebol, todo feito de concreto.

Conhecemos o poço do amor, que fica em uma das muitas vielas dentro de becos fechados, todos eles repletos de casas de dois ou três andares, todas elas com sacadas, tal qual a de Julieta. As casas e o ambiente possui um ar romântico, tudo com cheiro de história que torna o clima do lugar misterioso e atrativo. Muito agrádavel.
Toda a cidade de Verona é muito bela, as principais avenidas e ruas são largas e bem iluminadas, não possuí um grande número de turístas, exatamente porquê não é tão famosa como por exemplo Roma, Milão, Florença e Veneza, porém mais encantadora do que algumas. Lojas charmosas e bem decoradas. A Italia em geral possuí uma população muito simpática e acolhedora, portanto eramos bem recebidas em todos os ambientes, mesmo que em uma simples feira (essas recheadas de chocolates, torrones, e uma variedade gigante de doces e especiarias locais) água na boca.

Praças tranquilas, pombas, um sol delicioso que aqueceu nossa estadia na cidade.

O Castelo de Verona possuí uma arquitetura magnifica, as igrejas lindas como em toda a Italia, e a palavra Auguri estava escrita em todos os cantos, AUGURI significa algo como boa sorte.

O Mico
Ruas iluminadas para o Natal, totalmente enfeitadas. Em frente a Arena havia uma pista de patinação no gelo. A Dayse comprou os tickets, mas eu preferi só olhar..preciso aprender a andar de patins primeiro, seria muito mico começar direto no gelo...quer dizer....seria não, foi!
A Dayse me convenceu de que seria uma oportunidade que não podiamos perder. Então coloquei os patins dela e fui...

Era engraçado ver as crianças caindo de bunda no gelo, outras fazendo uma verdadeira apresentação de patins no gelo, todos se divertindo muito, adultos treinando as habilidades e pagando mico com tombos magestosos...e lá fui eu entrar nessa categoria!
Definitivamente eu não conseguia se quer me equilibrar sobre a lamina do bendito. Ao entrar na pista de gelo já fui a chão e sem conseguir controlar o riso, e já desistindo de tentar pagar mais micos, um dos responsavéis da pista veio me ajudar e me deu as mãos para que eu ao menos sentisse o gostinho de desfilar pela pista. Mesmo assim eu sonsegui dar altos escorregas, e ele com toda a sua habilidade no patins, foi me guiando por três voltas seguidas. Que delicia patinar no gelo..srs e cair. Quando ele e eu pensavamos que eu podia andar sozinha e tentava soltar minhas mãos lá ia a Lana ao chão.
Tudo bem, já deu para sentir o gostinho, “Prego” obrigada, vou aprender a patinar primeiro..srrs
Até mais novo amigo. A pista de patins seguia com o som de maravilhosas músicas, trilhas de filmes e até mesmo Aquarela do Brasil e outras 2 famosas brasileiras. O clima não poderia ser mais cinematografico, frio, gelo, natal, e trilhas..

E lá fomos nós para a estação novamente, pegar o trem das 7 para Veneza.

Até a próxima tripulantes!! Virada de ano em Veneza.


Beijos

Verona e B&B


Depois de pegar o trem para Verona, descansamos cerca de 4 horas ou mais, não me recordo ao certo...Estas já são mémorias passadas...Passados 6 meses..rsrsrs
Chegamos na estação de Verona e tivemos que procurar nosso B&B. Bed and Breakfast, ou melhor cama e café da manhã. A Dayse gastou metade dos créditos tentando falar com o dono que iríamos chegar depois da meia noite, pois a viagem foi mais longa do que esperamos, e sendo assim o horário “permitido de chegada” seria ultrapassado.
A nossa sorte é que estava tudo já alugado e melhor ainda, o dono do B&B, morava lá também. O quê isso quer dizer?... Bem, o cara tem um apartamento numa região bem localizada de Verona, a maravilhosacidade de Romeu e Julieta e decide alugar todos os quartos e servir café da manhã para mochileiros e viajantes que desejam apenas passar uma noite ou duas na maravilhosa cidade onde ele reside.
O Quarto era lindo, até parecia de princesa com sua delicada decoração. Uma ótima noite de sono e um café da manhã meia boca..rsrs (Para quem oferece Breakfast..eu digo) E então a péssima notícia; Como ele não fica no apartamento durante o dia, não podiamos deixar nos mochilas lá, e sendo assim teríamos que pagar um espaço na estação de trem. E lá fomos nós de volta a estação para só então fazer o passeio pela cidade.

Problemas resolvidos...Verona lá vamos nós!
O primeiro lugar segundo o mapa recebido pelo centro de informações túristicas era o Arco de Verona, depois fomos para a Tumba de Julieta. Um jardim belissimo, com o suposto local onde Julieta (a mesma das histórias de Shakespeare) estaria enterrada.

Sobre a História....

Pelo que apuramos, a história de fato não existiu, mas as famílias Capuleto e Montéquios sim, e brigavam muito, o que inspirou o grande Escritor Inglês.
Em Verona tudo está voltado a história dos dois amantes Romeu e Julieta. A nome de ruas, vielas. Existe a a casa de Julieta (Muito visitada, e obciamente precisamos pagar, somente para tirar uma foto no famoso balcão de Julieta). Eu não paguei, era muito caro e achei que não valeria a pena, afinal, nem é de verdade. Nesta casa existe uma estátua de bronze em tamanho real de Julieta; um mural com diversos recados de pessoas apaixonadas, e lojas, muitas lojas.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O aquário de Genova



















Na praça de Colombo, tivemos o prazer de deliciar suculentos panines e dividir sobras com as dezenas de pombas que habitavam na praça.

Na entrada do aquário centenas de ambulantes africanos tentavam vender dezenas de coisas, entre bolsas, roupas e lembrancinhas de Genova. A dica que nos deram era: Nunca parar para olhar se não desejamos comprar nada. Os ambulantes vão atrás até você decidir comprar pela insistência.

Eu olhei para um Jamaicano e ele tentou me vendes elefantes, e colocava na minha mão, e me enlaçou com fitinhas jamaicanas para dar sorte, na tentativa de não ser mal educada o homem não queria sair do meu pé. Eu dizia não para tudo, mas ele não desistia. A Dayse ficou brava comigo, achou que eu peguei as coisas que estavam na minha mão, dura explicação para a amiga. Só passando pela experiência para entender o poder de persuasão. Porém o meu poder também foi grande, com um lindo sorriso continuei negando e agradecendo e no fim ele me deu as fitinhas da sorte jamaicana, levou os elefantes e foi embora.

Um grande Návio ao estilo Piratas do Caribe estava próximo ao Aquário também. Lindíssimo. Entramos no aquário, e de cara havia um filme 3D sobre tubarões. Lógico que eu não perderia a oportunidade de assistir pela primeira vez na vida o filme 3D. Como uma das muitas crianças que ali aguardavam ansiosas pela abertura das portas, eu também estava. Peguei meus óculos 3D e fui feliz.
O início foi espetacular, realmente é muito interessante o formato do filme 3D.

A minha dica é, nunca assista fimes...principalmente os que vc deseja muito, com sono.
Eu dormi no filme, infelizmente ele só durou cerca de 20 ou 25 minutos, e eu dormir metade desse tempo. Quando acordei perguntei a Dayse o que ela achou do filme e esta também havia dormido.
Não sei se poderei dizer que o filme era chato, porém com um narrador em Italiano, falando rápido, olhando para o mar e todos os animais que existem no mar, aquela imagem de água em 3D, o cansaço...Flutuei e viajei no mar..

O aquário é o maior do mundo. Todas as espécies que podia imaginar, e as que não imaginei também, estavam lá.
Anemonas, água marinha, milhões de peixes e animais marítimos.

Nosso grande encatamento foi ao ver os golfinhos. Mágicos, alegres, com um sorriso pregado na boca todo o tempo, fazendo piruetas e graças para o grande público que ali estava sentado admirando-os atrávés de um grande vidro que os deixavam maiores ainda. Crianças, jovens, adultos e senhores possuiam o mesmo encantamento. Aquele áquario foi o que mais tempo passei.
Ver os golfinhos me relaxava, me fazia viajar novamente...Nossa como eu viajo! Eles eram lindos.

Tartarugas gigantes, arraias, a turma do memo (o peixe palhaço), o peixe gato, os tubarões e tantos outros que me encantaram num lindo lugar devidamente ornamentado com lembranças do fundo do mar.

Esse vale a pena, foi o que de melhor encontrei em Genova.

Depois, ruas com muitas lojas, escuro...definitivamente eu não gosto do escuro...não podemos ver nada de bom.

Pegamos o trem rumo a Verona, a cidade de Romeu e Julieta.

Até mais queridos tripulantes!!

Genova



Lá fomos nós, após acordar em Cinque terre em direção a nova parada GÊNOVA. As estações que antecederam a parada final erão maravilhosas, até mais que o porto de Genova.
Deixamos nossas mochilas na estação de trem e depois de armadas com o arsenal de mapas fomos em busca dos belos lugares que ali poderiamos encontrar!

A vista do porto era bonita, La Stazione marittima. Lembrei da história que meu pai contou assim que dei a notícia sobre essa viagem, ele me disse: - Que bom minha filha, tente conhecer a cidade de sua tataravó saiu.
Eu nunca soube antes que ela era italiana, então agora eu também havia descoberto que tenho descendencia italiana. A cidade onde a Tata nasceu seria impossível descobrir agora, então, pelos dados pesquisados, soube que haviam dois portos de onde os italianos daquela época sairam, e aparentemente, a Tata saiu do porto de Genova.
Um grande návio de nome MSC Fantasia, do Panama estava parado ali...e Como eu adoraria entra no grande viajante...Tirei fotos..rs.

Não sei se o cansaço das viagens anteriores, o pé inchado pelas longas caminhadas, mas a minha nova bota dificultava meus passos. Eu me sentia com duas bolas de aço presas aos pés, cada passo pesava tanto que me fazia ser mais devagar que uma tartaruga.
A Dayse, minha companheira de viagem, só reclamava, achava que eu fazia drama quando reclamava das dores no pé. Decidi voltar para a estação e trocar as botas, eu não iria longe daquela forma.

Após a troca, uma nova pessoa, muito mais leve...livre, leve e solta..srs

O ponto que desejavamos conhecer era o farol. Genova não possuí muito pontos turísticos, isso foi decepcionante.

Uma longa caminhada, por ruas vazias e feias. Caminhamos por cerca de 40 minutos e ainda parecia longe o farol...que aparentemente era perto...podiamos vê-lo do porto.

Desistimos! O farol parecia uma fortaleza, avistamos enormes muros fechando-o. Não valeria a caminhar mais para ver um muro. Voltamos e fomos em direção a Porta de Colombo e o aquário de Genova.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Esse é o avatar que eu fiz, com algumas características minhas.

Yahoo! Avatars

domingo, 19 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

sexta-feira, 20 de março de 2009

A confusão e a grande missão

Depois tentamos voltar para as outras cidades. Eram 4 e meia da tarde. Mas o trem demorava muito, então chegou o Euro Star, trem para quem paga mais caro. E decidimos arriscar, pois eram três estações somente, mas nosso ticket só permitia pegar o Regional. Até aquele momento não tínhamos cruzado com nenhum fiscal. Já cansadas entramos. Azar, logo de cara chegou o fiscal e nos informou do erro dos tickets e a diferença para continuar ali, se quisessemos pagar, seria de 15 euros. A resposta foi não. Descemos em Vernazza.

O próximo não demorou tanto. Entretanto não era o correto também (Eita azar danado). Pegamos o trem errado novamente, e ele nos levou para La Spezia, pois não fez parada nas estações seguintes, deveriamos ficar em Riomaggiore. Ficamos sem ação quando vimos ele passar por todas as estações sem parar. E o medo de nos levar par muito mais longe!
Ao chegar em la spezia aguardamos mais alguns minutos (e que minutos). Então teriamos que pegar o Regional, e descer em Riomaggiore. Foi quando um casal de Neo zelandeses ficaram hiper feliz em nos encontrar, pois queriam informações em inglês e quase ninguém conseguia ajuda-los. Eles iriam visitar o filho que estava em Milão, mas aquela noite passariam em Monterosso. A Dayse conseguiu bater um papo com eles, e teriam que pegar o mesmo trem que a gente E descer 4 estações depois. Mas não sei o quê aconteceu e perdemos o trem novamente. O Casal também, pois estavam esperando a gente. A Dayse então colocou na cabeça que aquela sequência de perdas tinha a ver com o casal, que Deus tinha nos colocado no caminho deles para ajuda-los e por isso enquanto tudo não desse certo para eles, também não daria para nós.

Assim, pegamos o próximo trem. A Dayse decidiu fazer amizade, já que eles eram os “culpados” vamos ao menos conhecê-los melhor. E Assim foi o bate papo muito divertido com o casal de velhinhos Neo-zelândeses. Quando de repente o trem para dentro de um túnel escuro.
Mas seria a nossa estação já? - Não ele deve estar chegando, não pode parar dentro do túnel. - Vamos nos preparar para descer! - A porta não abriu! - Não é para descer ainda.- Será, será!!
- Foi embora!
Não, ele parou dentro do túnel sim. Era para todos que quisessem descer, sim. E ele não abre a porta sozinha, vc precisa apertar o botão!
Resultado, risadas, risadas e risadas. Inacreditável. Perdemos a estação novamente. E ele só foi parar novamente em Moterosso, novamente.

A Dayse teve certeza, afinal a informação dela era 4 estações depois que nós descessemos. Como o trem não parou nas outras estações, com certeza o casal se perderia. Mas agora nossa missão estava cumprida. Casal entregue em Moterosso, um frio terrível na plataforma na espera de mais 20 ou 30 minutos do próximo trem.
Dançamos tarantela para esquentar, sozinhas em monterosso.
O trem chegou e desta vez nos certificamos que era o correto, pois não tinhamos mais tempo para perder.
E exatamente as 18.55 chegamos em Riomaggiore, enfim. Corremos para pegar nossas bolsas e a surpresa, o galpão de malas virou bar e uma porção de velhinhos jogam baralho e bebiam. Nem perceberam que pegamos as malas e ninguém estava lá cuidando. Que loucura.

Enfim, agora com certeza o dono da hospedaria estará lá e tudo vai acabar bem. E assim se fez. Eu queria um desconto, pois tivemos que pagar caro para deixar as mochilas o dia todo no guarda-volumes. E ai vei a graça novamente. O Dono era gago, um italiano gago tentando falar em inglês. Imagina, ele queria se explicar de todas a s maneiras, e começava a ficar nervoso, porque eu fazia graça dizendo que tava tudo bem, pois o que pagamos lá deixariamos de pagar no resto da hospedagem. Ele não parava de falar, e eu me segurando para não cair na risada!.
Resolvido, fomos para nosso quarto, que tinha até cozinha. Compramos as coisas para um típico jantar italiano e por alguns euros eu fiz uma maravilhosa pasta a bolonhesa.

Depois fomos conhecer a vila a noite. E a minha surpresa. A cidade é vazia a noite. Quase fantasma. Nenhuma alma viva nas ruas. Fomos até um castelo no alto da montanha, e lá perto tinha uma igreja muiti velha, com enfeites na porta como de final de casamento. Ouvimos um piano e então entramos, como todo bom cachorro que encontra uma porta aberta, uma moça tocava lindamente e assustada com nossa entrada inesperada parou. Elogiamos e pedimos que continuasse, mas ela não mais o fez. E então fomos embora, para não encomodar mais. Do alto viamos toda a vila e as luzes das outras vilas também, mas o vazio da noite não me agradava, eu me divirtiria mais se houvesse uma grande festa de rua, com muita música e gente.
Havia também vários pés de tangerina, laranjas e com cara de madura. Praticamente todas as casas tinham uma no quintal. Não resisti pulei no galho e peguei uma para mim e uma para Dayse, mas que pena, tava azeda demais!

Voltamos até Marina, perto da estação e de lá avistamos o Farol, a vila toda iluminada. Linda e vazia. Alguns gatos corriam pelos cantos, todos ariscos e por isso não pude pegar em nenhum.

Fim de festa, próxima parada: Genova.

As cinco terras.

As cinco terras eram formadas pelas vilas de Riomaggiore, manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso.

A primeira vista que tive já me fascinou. Uma vila de pescadores simples, na costa do mar italiano, com centenas de casas coloridas na encosta da grande pedra. Fazia frio, mas havia um lindo sol iluminado o dia e deixando a paisagem com cores vibrantes e encantadoras.

A primeira coisa que tentamos fazer foi deixar as malas na hospedagem já reservada. Então subimos uma enorme ladeira, e ao chegar encontramos tudo fechado e nem sinal do dono. Ligações em vão. Tentei rasgar meu inglês com italiano na loja de lembraças ao lado da pousada, e o simpático vendedor até fez algumas ligações para o dono, por sinal amigo dele, mas em vão também, pois o celular dele estava desligado.

O stress já começava a chegar novamente, com a mala pesada nas costa subindo e descendo para achar uma alternativa. Só teriamos um dia na cidade, e não podiamos perder tempo, procurar outro lugar era impossível, pois já havíamos pago uma porcentagem.

No caminho da busca cruzamos com uma Portuguesa que nos deu algumas dicas, e com um brasileiro de Brasília que namorava uma australiana e estava correndo o mundo atrás de aventura. Esse por sinal era a figura de um bicho grilo. Um Jovem de vinte e poucos anos, cabeludo e boa pinta, de calça jeans e tenis all star. Ele nos ouviu falar em português e não se aguentou, veio falar conosco. Ele nos contou que a muito tempo não cruzava com nenhum brasileiro e sentia saudade de falar em portguês. Ele tava morando em uma outra cidadezinha na costa da italia, mas nem tinha morada certa. Então ele perguntou para a namorada: - Onde moramos? E ela respondeu com um sorriso: - Não sei! – Moramos em todos os lugares, e não moramos em lugar nenhum!
Agente tá viajando conhecendo o mundo.
Então ele contou também que saiu do Brasil para fazer um mochilão e começou a gostar de viajar, da mudança de vida que teve, das coisas materiais que deixou para traz e da vida de cada dia conhecer um lugar novo. Ele tinha uma voz serena, tranquila, totalmente na paz. E perguntou para a namorada: Para onde vamos agora. – Para a Australia. – É talvez, lá é quente, talvez seja um bom lugar!
Entre uma história e outra nos despedimos e fomos procurar o guarda-malas da estação.

Depois de nos livrar do peso sob o seguinte aviso: Voltem até 7 horas da noite, pois o local estará fechado e garatimos a segurança depois disso já não sabemos o que acontece, pode ser perigoso deixar as coisas aqui.
Ok, fechado, até esta hora também já teremos para onde ir.

Pagamos a taxa para fazer a trilha pela encosta das cidades, onde cruzaríamos todas elas numa caminhada de 4 horas e meia com vista para o mar.

A primeira cidade já encantou. Em um dos pontos da trilha foi construida o tunel do amor, onde vários casais colocaram um cadeado nos ferros e jogaram a chave no mar, e em seguida deixaram seus nomes escritos por várias partes deste túnel, como prova de amor eterno.

A segunda cidade era Manarola. Lá paramos em uma típica pizzaria e compramos um pedaço de pizza e fogazza, deliciosas por sinal.
Andamos pela cidade mas a trilha estava lacrada, por perigo de acidentes com chuvas. Como já estava chegando a tarde e achamos que a vila mais bela poderia ser a ultima pois havia uma grande praia lá, decidimos pegar o trem até lá e depois voltar parando pelas outras cidades.

A cidade não possuía muitos turistas, ainda não conhecida da grande população e por isso estava com ser ar tranquilo e praieiro. Na ponta da praia havia um gigante feito de pedra que segurava a coluna de uma construção percida com um castelo.
Vimos um lindo por do sol e ficamos por um tempo ali, admirando toda aquela beleza Divina que ganhamos de presente de Deus.
Meus pensamentos voaram longe, como sempre, a minha alegria se faz em saudade e me deixa pensantiva; gostaria muito de dividir tudo isso com outras pessoas queridas que deixei no Brasil, cada lugar maravilhoso que visito só consigo pensar em compartilhar com os que amo. Tudo bem, vamos as fotos então!! Muitas.

Cinque Terre

Pegamos o trem em florença para descer em La spezia e de lá ir até a estação Riomaggiore uma das cinco vilas que dão nome a região de Cinque terre (cinco terras).
A viagem de trem não foi tão longa e tivemos lindas paisagens para brindar novamente nosso passeio de trem.

Sob o lindo sol da Itália puder ver as famosas montanhas de Carrara, com seus picos brancos do mais puro marmore misturado também com a neve deste inverno.

Dentro do Trem tivemos uma grande surpresa.

A obra de Arte

Dayse e eu conversamos sobre nossas viagens e nossos sonhos e nossos planos para quando voltarmos para o Brasil quando. Eu como sempre dava muitas risadas as vezes. Do outro lado do banco dormia um belo italiano, assim achavamos pois ele tinha o nariz dos italianos e todo o jeito dos italianos. E ele tinha cara de Artista, me lembrei do ator Lorenzo Lamas do seriado americano “O Renegado”. Então decidi tirar uma foto dele, vai que era um ator italiano de verdade..rs. Não sei se os flashes ou as risadas mas o belo foi despertado. Alguns minutos depois ele tirou um caderno da bolsa e começou a desenhar, ms não parava de olhar para nosso lado, então suspeitei que eramos os alvos de observação, mas nada fiz. Mas ele não parava de desenhar, virava folhas e trocava de lugar para ter outras visões então eu tive a certeza, ele estava nos desenhando.
Então decidi comentar com a Dayse, e ela perdeu toda a compostura natural e perguntou exautada: - Sério, tá brincando?
Então eu disse que estava brincando, para que ela continuasse natural e não atrapalhasse a obra de arte. Mas depois de um tempo eu não me aguentei novamente e disse que não era brincadeira, e que o rapaz estava mesmo nos desenhando e ela tinha que tentar ver para confirmar a teoria. Então pedi a ela que fosse até o banheiro e na volta tentasse olhar por cima, pois já que ela era maior que eu teria mais facilidade para ver.

Esse momento ficou marcado, pois ele iniciou um novo desenho neste exato ponto. O desenho que eu tenho agora.

Ao voltar a Dayse disse que não conseguiu ver nada só rabiscos, pois ele virou a página. Ele não queria que ninguém visse os desenhos então sempre que olhavamos na direção dele ele virava a página ou fechava o caderno.
Foi então que um funcionário do trem vinha pelo corredor e pegou ele com a mão no lápis em plena ação artistica. E disse: Que ótimo hobby hein, pintar as moças enquanto viaja de trem! Isso em italiano. Ele ficou todo desconcertado e sorriu.

Então eu traduzi para a Dayse (o que não foi tão dificil.rsrs) e confirmamos. O Rapaz pediu que ele o desenhasse então e sentou-se a frente dele para que inicia-se a nova obra.

Eu fiquei me roendo de curiosidade, já posso ser chamada de Mona Lana, e agora queria a todo custo ver o desenho. Mas e a vergonha não me deixava sair do lugar.

Então faltava apenas uma estação para descermos e eu não me aguentei fui ver o desenho do moço e depois de elogiar descaradamente disse: Agora eu posso ver o desenho que vc fez da gente?
Ele olhou todo sem jeito e mostrou várias folhas, mas só havia desenhos de Lana, a Dayse só apareceu em um no momento que foi ao banheiro, e mesmo assim apareceu de costa saindo do banco.
Ela ficou chateado e disse para ele que só tinha desenhos meus. Eu pedi para tirar fotos, porque pedi o desenho eseria cara de pau demais, né, tirei algumas fotos e após namorar o desenho agradeci pois tinhamos que descer logo, então ele arrancou uma folha com o ultimo desenho e me deu, agradeci e saimos correndo pois o trem fechava as portas muito rápido.

Ao descer na plataforma olhamos o horário do trem para Turin, o sentido que iríamos, e descobrimos que não tinha o próximo mais, que aquele mesmo trêm em que estavamos seria o único que iria para Turin, nas próximas 2 horas. Então ouvi uma mulher gritando: - Turin, vamos fechar as portas.
Para que todos os perdidos se localizassem e entrassem no trêm.
Olhamos uma para a outra e eu disse: - Não tem outro! A gente vai perder o trêm. Subimos correndo novamente na primeira porta que encontramos aberta. Chegamos esbaforidas dentro do vagão com as malas pesadas nas costas novamente (Caso esse somente meu, porque a Dayse carregava a mala com rodinhas).

Sentamos novamente, seria agora a próxima estação. Mais uns 10 a 15 minutos. Então lembrei que o artista não tinha assinado no desenho e que nossa sacola com pães e doces da família italiana fora esquecida no outro vagão no porta malas. Decidimos voltar para o mesmo vagão então. O artista assinou um nome estranho (nada italiano, porém falava italiano) e a Dayse pediu que ele agora desenhasse ela e que só tinhamos uma estação para isso.

NO mesmo vagão havia uma turma de escoteiros e a notícia que havia um artista no vagão se espalhou rápido, e de repente todos estavam em cima do moço pedindo desenho ou simplesmente admirando a facilidade que ele tinha emdesenhar.

Nossa Estação chegou, e agora era a correta. Agradeci novamente e fomos embora.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Florença

Sair de Roma e deixar nossa nova família realmente não foi fácil. Eu me sentia como se os conhecesse há muitos anos e a despedida foi muito triste, quase como quando sai do Brasil e deixei meus mais no Aeroporto e minha mãe dando sua benção.

A Franca me abraçou forte também, passou a mão em meu rosto e eu senti que ali também havia muito sentimento por parte dela, pois um dia antes ela nos disse que éramos como filhas, e fomos ótimas hospedes para eles. Eu não tive muitas palavras nesta hora, meus olhos se encheram de lágrimas e vê-los ficando e nossa viagem apenas começando meu deu tristeza e saudade. Ela então nos deu uma grande sacola cheia de merendas, doces e biscoitos para que comêssemos durante nossa viagem.

O Giacomo e a Miquela não acordaram para se despedir e o Gian Franco nos levou para a estação de trem.
Foi a primeira manhã que choveu em Roma desde que chegamos, e ele disse que levamos o sol para Roma, pois havia chovido muito anterior a nossa chegada e agora que vamos embora, levamos o sol conosco.
Entre lágrimas também dei Adeus ao nosso pai postiço, que nos deu em troca um franco sorriso e um forte abraço.

E lá fomos, Dayse e eu pegar o trem para Florença.

Ao chegar em Florença tínhamos que achar nosso Hotel, e isso não foi fácil, pois o dono do hotel colocou o nome da rua de referência errado. Era 25 de setembro e ele colocou 27. Andamos e nada de encontrar a tal rua, e ninguém sabia nos informar nada sobre a tal rua.
A minha mochila super-pesada já estava destruindo o meu bom humos, pois eu não agüentava mais andar com ela nas costas sem saber para onde ir. A Dayse só perguntava para pessoas na rua, e isso já estava me deixando cansada; então decidi entrar no primeiro Hotel que encontrei e tentar falar com o Recepcionista, que nos informou onde queríamos ir, nos deu um mapa e nos avisou que a tal que procurávamos não existia.

A entrada do B&B era muito feia, ficava numa estreita rua, como alias todas as ruas de Florença, com grandes prédios velhos e poucas pessoas.
Quando conhecemos nosso quarto, nem queríamos mais sair, pois era lindo por dentro e enorme só para nós duas!
Mas enfim, tínhamos agora só uma tarde e uma noite em Florença, pois tiramos um dia do roteiro de Florença para permanecer um dia a mais em Roma.

E lá fomos nós com câmeras na mão e muita blusa para agüentar o frio.

Passamos por vários museus, mas não tive vontade de entrar, haviam grande filas e preferimos primeiramente conhecer os lugares abertos e se houvesse mais tempo voltaríamos.

Passamos pela Santa Maria del Fiore a mais bela Catedral de Florença, com grande bela interna e exterior, tão grandiosa que não coube em minhas fotos..rs
Depois conhecemos o Palazzo Vecchio (Palácio Velho), não entramos também, dinheiro curto e nada muito atrativo que nos fizesse vencer a vontade de ir para outro lugaar.
Depois veio Galleria degli Uffizi, onde havia uma gigante fila para conhece-la também e dezenas de artistas nas ruas pintando pessoas e fazendo caricaturas, desses turistas facinados por estarem na famosa Florença. Estatuas de Dezenas de artistas italianos famosos enfeitavam as colunas da galeria, de Miquelangelo a Dante.
A ruas de Florença são belas, porém não me encantaram. Dizem que toda a beleza desta cidade está dentro dos prédios, pois do lado de fora podemos ver somente velharias.

A Ponte Vecchio (Velha Ponte). Com um olhar poético e arcaíco, podemos ver uma beleza exótica de casas antigas inacabadas e corroídas pelo tempo que fecham a ponte e possuem a visão de um lindo rio que corta a cidade de Florença. Passaria horas ali admirando aquela beleza singular. Nas ruas em volta jamaicanos, marroquinos e tantos outros africanos vendem cópias das principais obras de artistis italianos como Miquelangelo, Da Vince, Rafaello e Donatello.

Agora a mesma visão, mas totalmente realista e sem nenhuma poesia.

A Ponte Vecchio, realmente é velha e possuí dezenas de casas velhas com pinturas comidas pelo tempo e janelas quebradas. Adorei ver uma imagem que de alguma forma me lembrou a minha terra no Brasil. Centenas de camelôs imigrantes africanos tentam de todas as formas nos vender cópias de quadros dos artistas famosos e bolsas falsificadas de grandes grifes, se não vamos comprar não podemos nem olhar, pois o ambulante vai atrás até conseguir alguma coisa ou você se irritar e expulsá-lo.

Cantores de rua catam e encantam quem passeia, casais apaixonados que desfilam de mãos dadas pela linda Florença.
Eu puder ver belissimos prédios, ruas que mostram a história por sua idade avançada, mas a cidade possui uma cor que lembra o antigo, um amarelado, ora laranja ora cor de terra e depois do fim da tarde todos os lugares ficam vázios, praticamente desertos e isso me assustava muito.

A escuridão da noite foi cobrindo o céu azul, as ruelas começaram a ficar cada vez mais desertas e eu Pensei: Duas lindas moças..rs...Sozinhas, numa cidade nova e sem falar a língua local. Isso é perigoso. Passamos pela Igreja Santa Maria Novella e pelo maravilhoso museu de Fotografias. Lindos e esse nós entramos.
Pudemos conhecer centenas de obras primas e pinturas maravilhosas em dezenas de igrejas abertas ao público, fiquei até cansada de tanto ver obras de arte, tive uma overdose de arte.
Em becos e vielas escuras cruzavamos com mendigos e pessoas estranhas...e eu fiquei ainda mais com medo e quiz voltar para o Hotel acabando assim com nosso passeio pela linda e velha Florença de dezenas de artistas italianos.

Vale a pena conferir:

1. Santa Maria del Fiore (Catedral de Florença)
2. Palazzo Vecchio (Palácio Velho)
3. Galleria degli Uffizi
4. Palácio Pitti
5. Palazzo Strozzi
6. Ponte Vecchio (Velha Ponte)
7. Santa Maria Novella (Igreja)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

E esse foi o roteiro completo de Roma imperdível para todos que desejarem conhcer Roma um dia:

1. Castelo de Santo Ângelo
2. Altar da Pátria
3. Teatro de Adriano
4. Coliseu
5. Fontana di Trevi
6. Morro do Palatino
7. Museu Capitólio
8. O Templo de Saturno, no Fórum Romano.
9. Pantheon
10. Piazza Navona
11. Piazza Spagna
12. Ruínas romanas
13. Templo de Júpiter no Capitólio
14. Boca de la Veritá
15. Circo Massino
16. Basílica de São Pedro no Vaticano

...

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Clarisse

Um Natal a moda italiana

Nosso natal não poderia ser melhor. Fomos acolhidas por uma maravilhosa família italiana e passamos a noite de natal com toda a família reunida.

Fomos convidados para ir à casa de uma tia do Giacomo, juntamente com mais um tio e os avós.
Uma grande mesa para 20 pessoas coberta com uma linda toalha vermelha para simbolizar o natal.

O Jantar

Tivemos um jantar com peixes, saladas com vários frutos do mar, vinhos maravilhosos, anchovas, pães, macarrão, ou melhor, pasta e doces, muitos doces.

Confesso ter experimentado pela primeira vez na vida aquela grande festa de frutos do mar, e até gostei de quase todos. O povo e a lagostinha eu não tive coragem, ao olhar para aquela aparência quase viva, corpos inteiros... Desisti..rs.

A Dayse também fez estréia em muitos frutos do mar. A melhor cena foi ela tentando comer a lagostinha..rs Essa eu não tive coragem e até tirei foto da cena, que me fez lembrar do filme “ Uma linda mulher”, na cena em que a Julia Roberts tenta comer scargot e ele voa do prato. A lagostinha também voou do prato da Dayse, enquanto todos em volta a olhavam para saber se ia gostar. Ela também não sabia como se comia aquilo e ao perguntar para a Miquela descobriu que não se come quase nada. Foi muito engraçado as nossas surpresas no jantar.
Ao menos eu podia perguntar em português: - Você conhece isso? Tem gosto de quê? Será que é bom?
Então vamos experimentar tudo, uma grande novidade do início ao fim.
A Dayse não bebe bebidas alcoólicas, já eu... Experimentei todas, até uma tal de Grapa, praticamente uma pinga, mas italiana.

A Tradução da carta

Depois do jantar a família nos pediu ajuda para traduzir algumas cartas que eles recebiam de um afilhado que fala português e mora em Moçambique, se não me engano era esse o país. Eles ajudam esse menino de 11 anos que mora numa aldeia muito pobre, mas nunca o conheceram e se correspondem por carta.
A tradução foi muito interessante, pois havia três línguas em questão: Português, inglês e italiano.
A letra não era tão legível, portando eu fiz a leitura em português para a Dayse, que repetiu em inglês para a Miquela, que traduziu para o italiano para os tios dela.
Simultaneamente na mesa do jantar com todos da família em volta, rindo e achando tudo muito interessante.
Na carta ele o menino conta como é aldeia, o que ele e os pais fazem no dia a dia, sobre doenças comuns e como são pobres e possuem uma vida muito difícil.

Depois assistimos pedaços do filme 7 irmãos para sete esposas, um velho filme musical americano cujos mais interessados eram o babo Miquel e a Nona Rosa. Uma linda cena vendo os dois velhinhos em frente da tevê, quase hipnotizados com o filme da mocidade deles.

A chegada do Babo Natale.

Depois de lermos as 3 cartas, ouvimos sobre a chegada do Babo Natale, o nosso velho Papai Noel. Na casa havia 2 garotos, um de uns 10 ou 11 anos e outro de uns 5 ou 6, e esse era o que realmente esperava o bom velhinho.

Foi a primeira vez em minha vida que vi uma criança tão feliz, encantada, fascinada, e crente na visita do Papai Noel.
OS pais avisaram que o bom velhinho tinha acabado de passar pelo quarto, e menino foi correndo e voltou com o presente nas mãos. Os olhinhos dele brilhavam muito, ele tinha um grande sorriso e um ar de inocência que não vejo a muito tempo em nenhuma criança. Ele realmente acreditava em papai Noel, não era uma simples questão de ganhar presente do bom velhinho. Ele corria pela casa falando em italiano e sorrindo. O outro irmão continuava na dele, feliz com o presente mais ciente que os pais tinham comprado, entretanto, não estragou a felicidade do irmão caçula.

Depois vários doces foram distribuídos, tiramos fotos, e todos começaram a fazer a troca de presentes. Dá para acreditar que até nós duas, totalmente estranhas até então, também fomos encaixadas na família e ganhamos presentes.
Chegou então a tia Ada, com seu marido muito engraçado fumando charuto, começou a distribuir presentes para todos. Ganhei um brioche de marzipã no formato de laranja e uma sombra de olho no formato de caranguejo ou siri..rs não sei bem.
Ela era muito engraçada, corria pela casa misturando inglês com italiano o tempo inteiro e rindo de não saber falar direito o inglês.

Quando deu meia noite, eles colocaram o menino jesus no presépio e começaram a cantar músicas natalinas, lindamente e é claro, em italiano.
Foi lindo. Uma linda noite de natal.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Roma, grande encantos... Coliseu.

Acordamos cedo, novamente íamos para o centro, mas no fim só conseguimos chegar lá por volta de onze horas.
Entramos no gigante Monumento Romano. Dessa vez valeu a pena ser estudante... Pagamos alguns euros a menos..rs

O Coliseu, assim como todos os lugares de Roma nos faz voltar no tempo. Eu comecei a lembrar das dezenas de filmes que contam histórias da Roma antiga em especial o filme Gladiador onde mostra os leões e os gladiadores na grande arena Romana. Era um circo de horror e eu estava ali dentro relembrando uma parte da história.

As arquibancadas, a arena central, as dezenas de portas e labirintos. As horas voam quando estamos dentro de um local como este, e voam mesmo. O Helder teve que ir embora, pois o avião dele sairia as 4hras. Corremos então para conhecer as ruínas do palatino, foro romano e outros pontos importantes de Roma.

Corremos até a Igreja onde está a Boca de La Veritá, passamos pelo Circo Massino.. Agora um simples campo onde as pessoas fazem Cooper.

Depois corremos até o Palatino... Que pena que tivemos que ver tudo correndo, as quatro da tarde teríamos que estar em casa... Seria Natal.

As Ruínas do foro Romano são outras histórias... Uma grande parte da história. Admirei, viajei em meus pensamentos e fomos embora!!!

Existem coisas que ganhamos; outras que conquistamos e outras que se infiltram em nosso corpo quando nem esperamos... E esse pedaço de cultura foi assim..quando me dei conta estava sentindo que tenho algo que ninguém mais pode tirar de mim.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

Continuando a aventura... Pompéia - Segunda parte

Começamos a nossa caminhada até o sítio arqueológico da Antiga Pompéia. E para isso tivermos que pagar 11 euros, caso fossemos estudantes europeus ou brasileiros nascidos no Paraná e Santa Catarina pagaríamos somente 5....Descriminação hein! Deixa para lá.

Começamos nossa peregrinação pelas ruas históricas de Pompéia, com o vulcão ao fundo nos olhando. Andar por essas ruas traz uma sensação indescritivelmente fascinante de retorno ao dia 24 de Agosto de 79 d.C. Isso mesmo, a cidade foi literalmente congelada no tempo.

Pudemos ver as paredes de algumas casas com ornamentos, instrumentos de trabalho, utensílios de cozinha, balcões para servir a bebidas, moinhos de grão e rebolos. Ainda passamos pelos banhos públicos, anfiteatro, por oficinas de fabricação de tecido, ferrarias e armazéns que vendiam verduras e frutas, pinturas nas paredes que pareciam vivas. A cidade era muito linda, e tudo tão bem conservado.
Vimos as molduras dos corpos encontrados quando a cidade foi redescoberta e no ar havia um ar de história e de fantasmas...Eu me senti flutuando em certos momentos.
Foi uma interessante e linda viagem pela história e foi sobre isso que horas depois conversamos Dayse, Helder e eu. Estamos dentro daquelas histórias que víamos em livros..Isso é fantástico, poder tocar nas paredes e casas as ruas com seus grandes paralelepípedos e fontes.

Nós não seguimos nenhum guia, e com o mapa na mão encontramos umas casas em perfeito estado. Entramos e tiramos algumas fotos..Era perfeita aquela parte...mas para variar com entrada restrita. Quando pensávamos em sair, chegou um guarda, dizendo que aquela parte era proibida porque havia risco de desmoronamento..rs Tudo que é Bom sempre é proibido!

E depois correr para pegar o trem de volta para Nápoles e Roma. Comemos uma pizza na estação, a minha eu dividi com um grande cachorro preto, o encontrei assim que cheguei à cidade de Pompéia e agora ele nos acompanhava até o trem. O Cão delicadamente pegava o pedaço de pão na minha mão com muito cuidado com a boca. Um Cavalheiro canino italiano.

Eu, para variar e não perder o costume, dormi no trem...Seria uma longa viagem. Depois de acordar entre uma piada e outra tiramos algumas boas fotos para rir depois.

Pompéia

Acordamos cedo e corremos para a estação de trem, era muito longe de onde estávamos hospedadas, mas conseguimos chegar às 9h lá. O trem sairia as 9h:30m. Mas uma confusão entre onde realmente deveríamos pegar o trem e se deveríamos ou não pagar uma nova taxa nos fez perder o daquele horário.

Encontramos dois homens de São Paulo (Acho que eram na verdade um casal), mas com uma simpatia sem tamanho. Um dos rapazes (já senhor na verdade) era do Ipiranga SP e morava em Roma há 2 anos nos levou até o balcão de Ticket e de informações e falou com os funcionários em italiano e assim nos ajudou a achar nosso caminho.

O próximo trem sairia as 10h:30m. Encontramos o Helder e conseguimos pegar esse trem.
Foi uma longa viagem até Nápoles e de Nápoles até Pompéia. Na viagem de trem encontramos dois italianos e uma italiana que ficaram na mesma cabine que nós e começamos a bater papo misturando o português, falado bem devagar, com sotaque italiano. O Helder falando era o pior...ou melhor o mais engraçado..rs
E Assim conseguimos ficar um bom tempo em conversa e ainda pegar algumas dicas da Itália.
A vista do trem já nos deixava deslumbrados, tudo na Itália nos deixava assim!
Quando vimos o vulcão Vesúvio de longe já abrimos a boca. A primeira coisa que me veio a cabeça foi a história da cidade de Pompéia que foi destruída com a erupção do Vulcão.

Breve explicação sobre a história:

Pompéia foi outrora uma antiga cidade do Império Romano situada a sensivelmente 22 km da moderna Nápoles, na Itália, no território do atual município de Pompéia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 24 de Agosto do ano 79 d.C..
A erupção do vulcão provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade, que se manteve oculta por 1600 anos antes de ser reencontrada por acaso. Cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas do modo exato em que foram atingidas pela erupção do Vesúvio. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.

sábado, 17 de janeiro de 2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O Vaticano

O Vaticano era lindo. Ao chegarmos à Praça de São Pedro, onde já pude avistar a grande Basílica, pude sentir a energia que possuía aquele lugar. Fiquei imaginando as grandes missas com o papa que via na tevê quando era criança, nem lembrei do Papa Bento (o atual) lembrei do João Paulo, aquela multidão, as câmeras de TV...nossa, era muita coisa que passava na minha cabeça, naquele lugar agora vazio, mas com alguns turistas também admirando a beleza daquela praça vazia a três dias do Natal.
Havia um grande presépio sendo montado e uma grande fila para entrar nas basílica.
Decidimos entrar...e a fila foi muito rápido..vivaaaaaaaa!!!

Por dentro também era lindo, muito ouro, estátuas de vários papas e santos que nunca ouvi falar antes.
Quando encontrei a Pietá de Michelangelo, parei boquiaberta em frente a ela.
Assim como alguns tantos turistas também. Era tão irreal, nunca imaginei estar ali...e agora... Ficava com aquela cara de boba. Agora já com o Helder conosco novamente, a Dayse e ele nem sabiam que aquela era a famosa Pietá.

Depois decidimos subir no alto da basílica, pagamos 5 euros para ir de escadas (de elevador seria 7 euros).
Essa foi a pior e mais engraçada parte.
E realmente pensei que seria uma boa economia de 2 euros, seria um terço a mais para comprar, mas nunca em minha vida em senti que uma escada não tinha fim.

Nos começamos a subir rindo, ganhamos 2 euros..ahahahah.... – O quê é um elevador? Só para chegar mais rápido...subir escadas faz bem a saúde! Faz tempo que não faço um bom exercício mesmo! Frases do tipo começaram a surgir. Neste início havia espaço para 5 pessoas, uma ao lado da outra na grande escada. Vários estudantes duros e outras tantas pessoas que queriam economizar 2 euros toparam a jornada e nos acompanhavam também.

Após praticamente vinte minutos subindo escadas, já cansada e com as pernas doendo..comecei a temer se realmente haveria fim aquela escadaria.
Essa deve ser a forma de fazer os cristãos pagarem seus pecados no Vaticano, só pode!
Deve ser pegadinha, quando chegarmos ao fim terá uma placa dizendo, obrigado por conhecerem as escadarias da basílica.
A escada foi estreitando-se e entortando-se Chegamos a um ponto que só passava uma pessoa por vez e de ladinho com o corpo virado!
Isso é brincadeira!!!
Cruzamos com uma família portuguesa, que ao ouvir minhas graças, piadas e lamúrias...começaram a rir!
- Vocês são Brasileiros?
- Não, mas falamos purtuguês também!! Com aquele maravilhoso sotaque do Manuel..rs
- Também achamos que não tem nada lá em cima.

E assim continuamos. Após sabe-se lá quanto tempo..chegamos a uma porta que abriu-se para uma maravilhosa vista de toda a cidade de Roma e do Vaticano.

- Pelo menos valeu a pena!
- Mas eu acho que vou pagar os 2 euros para descer..rs Disse o Português.

Fiquei deslumbrada e até esqueci do o cansaço de subir aquela escadaria. Tirei fotos lindas e vi um pôr do sol maravilhoso.